quarta-feira, 14 de abril de 2010

A camada de ozono como escudo protector da vida na Terra

A camada de ozono e toda a atmosfera actuam como um escudo protector das radiações mais perigosas emitidas pelo sol, pois filtram os raios mais energéticos (raios beta, gama e UVC) e grande parte dos raios UVA e UVB, permitindo assim a existência de vida na Terra.
A poluição atmosférica está a provocar uma diminuição da concentração do ozono contribuindo para o enfraquecimento do efeito protector desta Camada.





Alterações da intensidade da radiação UV que chegam à superfície da terra, dependem da posição da Terra em relação ao sol.




A posição do sol, a latitude e de Estações do ano







Num céu sem nuvens, a intensidade da radiação UV recebida no solo depende de um único factor: a altura do sol no céu porque o ângulo dos raios do sol com a superfície da Terra determina a distância percorrida pelos raios solares oo longo da atmosfera terrestre.



Sombras mais curtas correspondem a radiações solares mais perigosas






Quando o sol está mais baixo no Céu (sombra longa), os raios UV atravessam um caminho mais longo na camada de ozono e mais raios UV são filtrados, o índice da radiação UV é mais baixo. Quando o sol está mais alto no céu (sombra curta), o caminho dos raios na Atmosfera é mais curto e menos raios UV são filtrados, o índice de radiação UV é mais elevado.

A uma altitude maior a espessura da Atmosfera é mais reduzida e menos radiação UV é filtrada. O índice UV aumenta cerca de 10% Por cada 1000 metros de altitude.
A neve reflete cerca de 40% a 90% da radiação UV, a água cerca de 10% a 30% e a areia cerca de 5% a 25%.




O índice da radiação UV varia com a altitude e a reverberação





As diferentes nuvens que estão na troposfera não filtram raios UV de modo Igual.

Uma nuvem a elevada altitude apenas filtra 5% a 10% da radiação UV. Elas dão uma falsa sensação de segurança porque a temperatura e a luminosidade diminuem de forma mais acentuada.
Outro Perigo é a reflexão da radiação provocada pelas nuvens espalhadas na Atmosfera, assim como as nuvens de média altitude que não filtram entre 30% a 60% da radiação.

Apenas as nuvens grandes e escuras de baixa altitude podem Filtrar 100% da radiação UV.





Dando uma falsa sensação de segurança, certas nuvens são armadilhas reais ...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A formação do ozono estratosférico e poluição do ar




Nas camadas mais baixas da atmosfera, junto ao solo, forma-se ozono a partir dos poluentes emitidos pelos automóveis, centrais termoelectricas, fábricas de produtos químicos, entre outros, os quais reagem químicamente pela acção da luz solar. A preocupação com ozono é maior nos meses de verão, nos meses em que se verifica uma forte insolação, céu limpo, temperaturas elevadas e vento fraco.

O ozono troposférico é por isso um dos principais componentes do ar poluído nas grandes cidades e em certas zonas industriais. Mesmo em níveis baixos pode causar uma serie de problemas respiratórios graves.

Alguns grupos pessoas são mais sensiveis á exposição do ozono de baixa superfície - especialmente em actividades ao ar livre - porque a actividade física obriga a respirar mais rapidamente e de forma mais profunda.




Crianças e adultos com actividades ao ar livre correm riscos de exposição ao ozono.

O ozono de superfície, ou ozono mau, afecta a saúde dos seres humanos porque pode:

  • Causar irritação no sistema respiratório
  • Diminuir a capacidade respiratória
  • Agravar a asma
  • Provocar a inflamação e destruição das células da mucosa brônquica
  • Agravar doenças crónicas do pulmão

Independentemente do estado de saúde de um individuo, a redução dos esforços ao ar livre, ou a sua suspensão, são medidas protectoras em relação aos danos causados por níveis elevados de ozono.

A UE Directiva 2002/3/CE estabeleceu objectivos a longo prazo, para reduzir ao nível da superfície, a poluição por ozono, de modo a proteger a saúde humana e o meio ambiente: um limiar de alerta (240mg/m3) e um limiar de informação (180 mg/m3). Os Estados-Membros comprometeram-se em comunicar o excesso destes limites à Comissão Europeia e à Agência Europeia do Ambiente.

Como em todos os anos anteriores, o objectivo a longo prazo da directiva para proteger a saúde humana (concentração máxima de ozono de 120 mg/m3 ao longo de oito horas) foi ultrapassado em todos os Estados-Membros da UE e outros países europeus.

Desde que se iniciou a informação destes dados globais em 1997, o verão de 2009 foi o que apresentou menores níveis de ozono na Europa. A maior concentração de ozono por hora (284 mg/m3) foi observado em França. Apesar do verão de 2009 ter registado temperaturas elevadas, semelhantes ás dos Verões dos anos anteriores, parece provável que a redução da emissão de gases de origem antropogénica na Europa, relacionados com a produção de ozono superficial contribuiu significativamente para a redução geral das concentrações do pico do ozono.