quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chuvas ácidas


A chuva ácida é um dos grandes problemas com que se debate hoje em dia a humanidade, não só pela poluição causada, nomeadamente na agricultura e monumentos, mas também pelas suas consequências ao nível da contaminação dos lençóis de água, causando cada vez mais problemas relacionados com a escassez de água potável, bem precioso a qualquer ser vivo.



Alguns vídeos sobre poupança água e chuvas ácidas:

http://www.youtube.com/watch?v=fQ4p6o9ChCo

http://www.youtube.com/watch?v=by-Sk5bBllM&feature=related

sábado, 10 de julho de 2010

Medição de alguns parâmetros atmosféricos do ar que envolve a nossa escola

Com o intuito de os alunos tomarem consciência da importância que o conhecimento do tempo atmosférico tem para a nossa sociedade e para a prevenção de desastres ou catástrofes naturais, ao longo do ano lectivo, utilizando as tecnologias de informação e comunicação foram medidos alguns parâmetros atmosféricos e radiação UV recorrendo a uma mini estação meteorológica, a um sensor da radiação UV e ao programa DataStudio
As medições foram efectuadas no mesmo dia da semana e sensivelmente à mesma hora. O local escolhido foi o exterior a uma janela do laboratório de química.
Os dados foram anotados numa tabela e posteriormente foram elaborados os gráficos.


Tabela com os resultados da medição de parâmetros atmosféricos

Gráfico 1– Temperatura do ar

 Gráfico 2 – humidade do ar


Gráfico 3 – Radiação UVA


A análise dos valores dos parâmetros atmosféricos obtidos e o mês correspondente não permite obter uma relação directa com a altura do ano e os respectivos valores, uma vez que estes oscilaram ao longo de todos os meses em que se efectuaram as medições. Verifica-se no entanto uma tendência para a diminuição da humidade e para um aumento da temperatura e da radiação UVA com a aproximação dos meses do verão.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que é o ìndice UV?

O índice da radiação ultravioleta (IUV) é uma medida do nível da radiação ultravioleta (UV).
O IUV é um importante meio para sensibilizar as pessoas para os riscos da exposição excessiva da radiação UV, e alertar para a necessidade de tomar medidas cautelares.
Como parte de um esforço internacional o índice UV foi desenvolvido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o United Nations Environment Programme e pela Organização Meteorológica Mundial.
Incentivar a população a reduzir a sua exposição ao sol pode diminuir os efeitos nocivos para a saúde e reduzir signifivativamente os custos com os cuidados de saúde.
A maioria das pessoas usa as previsões do tempo, especialmente as da temperatura, para ajustar os seus programas diários assim como a escolha do vestuário. De modo análogo ao da escala de temperatura o IUV dá indicação do nível da radiação UV e mede o perigo da exposição ao sol. Pode ajudar as pessoas a fazer escolhas saúdáveis.

Para as pessoas de pele clara, mais sensiveis á radiação UV, o risco a curto prazo e a longo prazo  aos danos provocados pela radiação UV abaixo de um IUV de 2 é limitado e em circunstâncias normais, não são necessárias medidas de protecção. Quando a protecção do sol for necessária, esta deve incluir todos os meios de protecção, ou seja, roupa e óculos de sol, sombra e protecção solar.
Em muitos países o IUV é referido juntamente com a previsão do tempo nos jornais, na televisão e no rádio, especialmente nos meses de verão.
A OMS encoraja os meios de comunicação e a indústria de turismo a publicar as previsões do IUV e promover mensagens de protecção solar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Maleficios da exposição à radiação solar e medidas de prevenção a adoptar

Para aconselhar informar e alertar e para os malefícios da exposição solar a enfermeira que colabora com a escola através do PES , prestou a cada turma do 10 º ano de escolaridade uma sessão de esclarecimento.



 

A sessão de esclarecimento decorreu nos dias 10 e 17 de Maio. Os alunos colaboraram activamente colocando questões e dúvidas que a senhora enfermeira esclareceu .

A maioria das rcomendações ouvidas nesta sessão de esclarecimento podem ser recordadas no filme " ondas de calor " que se encontra no portal da Direcção Geral de Saúde:







































domingo, 2 de maio de 2010

Sol, calor ...e cuidados com a pele

O sol é a fonte de luz e calor para o nosso planeta e tem garantido a vida na Terra.




Esta energia proveniente do sol a que chamamos radiação solar, resulta de reacções de fusão nuclear e é emitida na forma de ondas electromágnéticas de comprimentos que variam de 200 a 3000 nm.

Da radiação total que chega à atmosfera terrestre grande parte é absorvida na atmosfera e apenas uma pequena fracção atinge a superfície.

De acordo com o comprimento de onda que possui, a radiação emitida pelo sol é dividida em diferentes radiações como veremos a seguir.






A radiação solar mais conhecida é a faixa visível, mas as faixas utravioleta e a do infravermelho são também muito importantes, uma vez que chegam até á superfície terrestre.

A faixa ultravioleta é dividida em três: UVA (ente 400 e 320 nm), UVB (entre 320 2 280 nm) e a UVC (entre 280 e 100nm).






A radiação UVA chega à superfície terrestre não sendo absorvida na atmosfera. Tem menor energia mas penetra mais fundo na pele dos seres humanos e em excesso pode trazer complicações à saúde. Porém não tende a aumentar de intensidade ao longo do tempo.

A radiação UVB tem energia intermédia e penetra na pele podendo causar cancro, vermelhão e espessamento da pele. É fortemente absorvida pela camada de ozono. É a que merece mais cuidados no dia á dia, porque é cada vez mais afectada pela diminuição da camada de ozono.


A radiação UVC é a mais energética e a mais perigosa para a saúde, mas é totalmente absorvida na atmosfera terrestre.

A radiação visível de menor energia que a radiação UV penetra na pele atravessando 0.6mm.
A radiação infravermelha (IV) menos energética mas calórica é mais penetrante mas perde esta propriedade á medida que aumenta a longitude da onda.


A radiação penetra na pele de modo irregular, pois esta possui muitas camadas que também são dispostas irregularmente. A penetração da radiação também depende de factores individuais de cada pessoa, como a raça, as regiões do corpo e a cor entre outros.





Apesar de a pele possuir mecanismos de defesa naturais que protegem as pessoas da acção dos raios solares tais como: a síntese da melanina, a secreção do suor e o engrossamento da camada córnea da pele, a exposição excessiva ás radiações solares pode dar origem a doenças perigosas.

As doenças mais perigosas provocadas pela radiação solar, especialmente pela radiação UV, são os cancros de pele.
O cancro de pele mais frequente é carcinoma basocelular, o seu crescimento é lento e raramente se espalha. Pode começar com feridas que não cicatrizam e sangram facilmente. A maioria destes carcinomas aparece na face. O tratamento precoce leva á cura na maioria das vezes.



Outro tipo de cancro, menos comum que o basocelular, é o carcinoma espinocelular. É mais perigoso por ter a capacidade de enviar metásteses para outros órgãos em fase mais avançada. Cresce rapidamente e o seu tratamento é ciruigico, retirando totalmente a lesão.



O cancro de pele com pior prognóstico é o melanoma. É um temor altamente maligno devido à sua grande capacidade de disseminar metásteses. Têm a aparência de uma pinta escura e cresce conforme a gravidade, uma maior extensão na pele significa também um maior crescimento em profundidade.
A cura deste cancro está relacionada com o tempo de diagnóstico. Se um sinal tiver algumas destas caracterisricas: assimetria, bordas irregulares, coloração variada, diâmetro maior que 6 mm ou evolução recente, deve consultar um dermatologista.



A exposição a longo prazo pode causar várias alterações cutâneas chamadas de foto envelhecimento, provocando alterações na textura da pele, deixando-a áspera e amarela, surgimento de manchas, pequenas veias dilatadas, rugas, flacidez e ressecamento.





A melhor maneira (e a mais óbvia) de evitar o dano que o sol pode provocar é não se expor á sua radiação intensa e directa.


No entanto o sol é indispensável e faz muito bem á saúde. Faz com que o nosso organismo absorva a vitamina D, responsável por manter os ossos fortes e o bom funcionamento do sistema imunológico.

Mas, por favor, proteja-se!

Atenda aos conselhos da especialista:

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A camada de ozono como escudo protector da vida na Terra

A camada de ozono e toda a atmosfera actuam como um escudo protector das radiações mais perigosas emitidas pelo sol, pois filtram os raios mais energéticos (raios beta, gama e UVC) e grande parte dos raios UVA e UVB, permitindo assim a existência de vida na Terra.
A poluição atmosférica está a provocar uma diminuição da concentração do ozono contribuindo para o enfraquecimento do efeito protector desta Camada.





Alterações da intensidade da radiação UV que chegam à superfície da terra, dependem da posição da Terra em relação ao sol.




A posição do sol, a latitude e de Estações do ano







Num céu sem nuvens, a intensidade da radiação UV recebida no solo depende de um único factor: a altura do sol no céu porque o ângulo dos raios do sol com a superfície da Terra determina a distância percorrida pelos raios solares oo longo da atmosfera terrestre.



Sombras mais curtas correspondem a radiações solares mais perigosas






Quando o sol está mais baixo no Céu (sombra longa), os raios UV atravessam um caminho mais longo na camada de ozono e mais raios UV são filtrados, o índice da radiação UV é mais baixo. Quando o sol está mais alto no céu (sombra curta), o caminho dos raios na Atmosfera é mais curto e menos raios UV são filtrados, o índice de radiação UV é mais elevado.

A uma altitude maior a espessura da Atmosfera é mais reduzida e menos radiação UV é filtrada. O índice UV aumenta cerca de 10% Por cada 1000 metros de altitude.
A neve reflete cerca de 40% a 90% da radiação UV, a água cerca de 10% a 30% e a areia cerca de 5% a 25%.




O índice da radiação UV varia com a altitude e a reverberação





As diferentes nuvens que estão na troposfera não filtram raios UV de modo Igual.

Uma nuvem a elevada altitude apenas filtra 5% a 10% da radiação UV. Elas dão uma falsa sensação de segurança porque a temperatura e a luminosidade diminuem de forma mais acentuada.
Outro Perigo é a reflexão da radiação provocada pelas nuvens espalhadas na Atmosfera, assim como as nuvens de média altitude que não filtram entre 30% a 60% da radiação.

Apenas as nuvens grandes e escuras de baixa altitude podem Filtrar 100% da radiação UV.





Dando uma falsa sensação de segurança, certas nuvens são armadilhas reais ...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A formação do ozono estratosférico e poluição do ar




Nas camadas mais baixas da atmosfera, junto ao solo, forma-se ozono a partir dos poluentes emitidos pelos automóveis, centrais termoelectricas, fábricas de produtos químicos, entre outros, os quais reagem químicamente pela acção da luz solar. A preocupação com ozono é maior nos meses de verão, nos meses em que se verifica uma forte insolação, céu limpo, temperaturas elevadas e vento fraco.

O ozono troposférico é por isso um dos principais componentes do ar poluído nas grandes cidades e em certas zonas industriais. Mesmo em níveis baixos pode causar uma serie de problemas respiratórios graves.

Alguns grupos pessoas são mais sensiveis á exposição do ozono de baixa superfície - especialmente em actividades ao ar livre - porque a actividade física obriga a respirar mais rapidamente e de forma mais profunda.




Crianças e adultos com actividades ao ar livre correm riscos de exposição ao ozono.

O ozono de superfície, ou ozono mau, afecta a saúde dos seres humanos porque pode:

  • Causar irritação no sistema respiratório
  • Diminuir a capacidade respiratória
  • Agravar a asma
  • Provocar a inflamação e destruição das células da mucosa brônquica
  • Agravar doenças crónicas do pulmão

Independentemente do estado de saúde de um individuo, a redução dos esforços ao ar livre, ou a sua suspensão, são medidas protectoras em relação aos danos causados por níveis elevados de ozono.

A UE Directiva 2002/3/CE estabeleceu objectivos a longo prazo, para reduzir ao nível da superfície, a poluição por ozono, de modo a proteger a saúde humana e o meio ambiente: um limiar de alerta (240mg/m3) e um limiar de informação (180 mg/m3). Os Estados-Membros comprometeram-se em comunicar o excesso destes limites à Comissão Europeia e à Agência Europeia do Ambiente.

Como em todos os anos anteriores, o objectivo a longo prazo da directiva para proteger a saúde humana (concentração máxima de ozono de 120 mg/m3 ao longo de oito horas) foi ultrapassado em todos os Estados-Membros da UE e outros países europeus.

Desde que se iniciou a informação destes dados globais em 1997, o verão de 2009 foi o que apresentou menores níveis de ozono na Europa. A maior concentração de ozono por hora (284 mg/m3) foi observado em França. Apesar do verão de 2009 ter registado temperaturas elevadas, semelhantes ás dos Verões dos anos anteriores, parece provável que a redução da emissão de gases de origem antropogénica na Europa, relacionados com a produção de ozono superficial contribuiu significativamente para a redução geral das concentrações do pico do ozono.

domingo, 21 de março de 2010

O bom e o mau ozono

Muita gente ao ler os jornais ou ligar os telejornais depara-se, no dia á dia, com noticias sobre o ozono. Nuns dias as noticias falam que a camada de ozono está a deixar passar os perigosos raios ultra-violeta (UV) responsáveis pelo aumento de um grande número de cancros de pele, noutros falam do quanto é grave a poluição criada pelo ozono, que causa inúmeros problemas á saúde pública.

Afinal o ozono é bom ou é mau?

A resposta é: depende a onde ele está.

O ozono bom forma uma fina camada gasosa que se encontra na estratosfera, com maior concentração entre 16 a 30 Km de altitude e absorve grande parte dos raios ultra-viloleta (UV) emitidos pelo sol, protegendo animais, plantas e seres humanos.

Camada de ozono estratosférico



O ozono mau é um poluente muito nocivo quando está presente em excesso nas camadas inferiores da atmosfera. Este gás tem origem na poluição criada pelos meios de transporte e industria, sendo a sua produção mais intensa em dias de sol. Tem efeitos nocivos para a saúde provocando irritação nos olhos, nariz e garganta e no agravamento de problemas respiratórios.

Num artigo da revista nature conclui-se que o ozono ao nível do solo, danifica as plantas, afectando a sua capacidade de absorver o dióxido de carbono, durante a fotossíntese, contribuindo para a redução da produtividade agrícola e para o aumento do efeito de estufa.

O que podemos fazer?

Andar a pé, de bicicleta, nos transportes públicos, poupar energia e pressionar os governantes a investir nas energias renováveis.


Trabalhos realizados pelos alunos do 10º ano de escolaridade sobre o ozono